segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

aracnokafka


quando
certa manhã
o poeta kavita kavita acordou
de sonhos intranquilos
estava metamorfoseado em
uma gigantesca aranha cabeluda

mas ele tinha aracnofobia e
quando olhou pra si teve
um piripaque de tanto pavor

morreu de medo de si
mesmo (encolhendo as
oito patas negras como
uma rosa murchando) e
impossibilitando assim o
pastiche aracnídeo da
clássica narrativa

2 comentários:

Beatriz LV disse...

Oi,
encontrei esse blog no e-literatura..
Kafka é irritantemente genial!

Bea
http://cartasaoavesso.blogspot.com.br

Edimarcio Medeiros disse...

humor irresistível... desafios de escrever com os clássicos!e por falar em clássicos, essa que apontei com um amigo - primeira estrofe de The Raven - destituída de qualquer vergonha na cara...
(Por certo dia D, vadio Dio!
Ante a meia-bomba que apavora,
Eu, caidáço de sono e exausto duma rapariga,
Aviltante estado de velho, tesudo e com barriga,
Sem dúvida, viril, mijando na latrina com pica torta,
Ia pisando, as folhas desnudas, quando ouvi à porta
Barba por fazer e da privada suspeitei devagarinho,
Essa sandice em palavras defecais:
"Quem é esse doido!? Nossa como peida fedidinho!
Sai de reto com isso! Qu’ eu num peido mais").